Inteligência Artificial e segurança condominial

12 de maio de 2026
O uso de inteligência artificial preditiva no seguimento de segurança privada tem crescido nos últimos anos, impulsionado por produtos como sistemas de alarmes que antecipam riscos, diferenciando situações rotineiras de ameaças reais, cada vez mais utilizados em condomínios residenciais e comerciais. Outro mecanismo muito recorrente é o uso de dispositivos de reconhecimento facial para controle […]

O uso de inteligência artificial preditiva no seguimento de segurança privada tem
crescido nos últimos anos, impulsionado por produtos como sistemas de alarmes
que antecipam riscos, diferenciando situações rotineiras de ameaças reais, cada
vez mais utilizados em condomínios residenciais e comerciais.
Outro mecanismo muito recorrente é o uso de dispositivos de reconhecimento
facial para controle de acesso, trazendo agilidade e dificultando o acesso de
pessoas não autorizadas. Isto porque este tipo de acesso reduz a falha humana e
impede que terceiros adentrem o condomínio por meio de tag furtada, roubada ou
perdida.
Muito embora a tecnologia seja muito bem-vinda para resolver problemas
cotidianos de condomínios, em especial o da segurança, não se pode ignorar os
limites impostos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD no que tange
ao tratamento de dados pessoais.

Portanto, é preciso que os condomínios tenham uma governança de dados muito
bem estruturada para garantir o cumprimento da lei desde o momento da coleta
dos dados pessoais e dados pessoais sensíveis, conferindo ao titular transparência
quanto à finalidade e segurança da manipulação/armazenamento destes dados, a
fim de garantir o respeito à privacidade.

Por Alice Godinho

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